Policial morre em tiroteio um dia após massacre cometido por brasileiros na Bolívia

PUBLICIDADE

Subtenente enviado para investigar chacina de 4 pessoas foi alvo de emboscada com metralhadoras em San Matías, perto de Cáceres

Leticia Avalos l RD News

O subtenente da polícia boliviana, Gerson Salazar Aliendres, integrante do Centro Especial de Investigación Policial (CEIP) de Santa Cruz, morreu na tarde desta quinta-feira (30) durante um tiroteio no distrito de Asunción de la Frontera, em San Matías, na fronteira com Mato Grosso. O confronto ocorreu um dia após um ataque praticado por atiradores brasileiros deixar quatro mortos na mesma cidade.

Segundo o portal de notícias El Deber, a emboscada ocorreu a 130 km da área urbana de San Matías, muito próxima da fronteira brasileira. Criminosos armados dispararam repetidamente com metralhadoras contra uma caminhonete ocupada pelo subtenente Gerson Salazar e uma segunda pessoa. Ambos morreram.

Os criminosos fugiram em motocicletas e a caminhonete alvejada acabou incendiada. Gerson Salazar foi enviado à fronteira para atuar nas investigações do ataque brasileiro.

Agentes da Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (FELCC) de San Matías, apoiados por policiais enviados de San Ignacio de Velasco, ficaram responsáveis por isolar a área e iniciar as investigações.

Massacre

A chacina que deixou quatro mortos ocorreu nesta quarta-feira (29), em uma propriedade rural da província de Ángel Sandóval, em San Matías. Ao todo, quatro pessoas morreram e duas foram supostamente sequestradas.

Na ocasião, quatro brasileiros armados chegaram ao local em um SUV à procura do dono da fazenda e do filho dele. O grupo abordou a filha do proprietário e invadiu o imóvel com ela. Ao descobrirem que os alvos não estavam na propriedade, um dos criminosos atirou contra os funcionários.

Ao todo, três pessoas morreram no local e uma foi enviada de helicóptero a uma unidade de saúde em Cáceres (a 218 km de Cuiabá), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu horas depois.

Atualmente, as forças de segurança buscam a esposa e a filha do fazendeiro, esta última usada como refém pelos criminosos. De acordo com a polícia boliviana, o proprietário não tem antecedentes criminais. 

Até o momento, a polícia não confirmou o motivo do crime e afirmou que todas as hipóteses permanecem em aberto.

Mais recentes

PUBLICIDADE